Eu tenho o bom hábito de sorrir para as pessoas e o mau hábito de esperar que elas sorriam de volta. Gosto de gente e de multidões. Morro de curiosidade, tenho evitado ser cruel com os outros e comigo e raramente sou falsa. Não gosto de gente arrogante, cínica, dissimulada, narcisista, preconceituosa e egoísta. Reconheço mau caratismo a quilômetros de distância. Bebo só raramente. Durmo muuiittoo. Já fiz regimes estranhos e desisti de todos eles. Nunca pintei o cabelo... mas já colori de roxo a franja. Uso muita maquiagem, adoro. Gosto de ganhar dinheiro, tanto quanto de gastá-lo. Sou uma mulher de sorte... Mesmo assim dou um jeito de me queixar. Não gosto de trabalhar horas a fio, gosto de não fazer nada, amo a minha casa. Invento palavras, falo palavrões cada vez menos e eventualmente me calo. Não suporto gente fútil, riquinhos que não sabem o que fazer da vida, rebeldes sem causa e problemáticos de plantão. Essa gente me cansa. Gosto de pessoas com coragem e me apaixono facilmente por gente que me faz rir, crer, pensar e amar. Sinto falta de grandes paixões correndo nas veias. Gosto de dormir abraçada, de ver tv enrolada no cobertor, de cuidar e ser cuidada... Não gosto do frio... amo-o. Gosto de brisa e mais ainda de tempestades. Admiro a Subcultura Gótica e toda a beleza lúgubre que a envolve. Morcegos, caveiras, ankh, sombras, noite e mistérios me atraem. Gosto de músicas, das que dão vontade de dançar, das que fizeram parte da minha história e das que tocarão quando eu for embora. Não gosto de música sem letra. Queria ter cachorros e plantas, mas não sei cuidar tanto assim. Gosto de festas, visitar o meu passado e fotografar minha vida. Minha mente não pára, minha mente me cansa. Tenho sempre grandes idéias e convicções, mas todas elas mudam o tempo todo. Falo demais, escrevo demais... Muitas vezes me arrependo. Digo sempre que não tenho tempo a perder e ele me escapa pelos dedos. Dentro de mim, mora uma louca inconseqüente que grita e faz estragos irreparáveis. Às vezes, sinto que seria mais fácil se ela não existisse, mas sempre que ela vai embora quase me perco entre tanta tristeza. Vivo os meus dias achando que estou perto do fim, mesmo acreditando secretamente que serei sorteada com algum tipo de eternidade. Deve ser porque adoro estar viva independente das alegrias e tristezas que estamos sujeitos... Queria ter um jardim com vista para o céu, flores coloridas e uma espreguiçadeira. Um jardim que findasse as palavras, para que eu pudesse ouvir meu coração. Sei que estou cercada de pessoas queridas e agradeço por cada minuto de história compartilhada. Me sinto só novamente... não tenho mais quem eu tanto amei, e amo ainda.mas mesmo assim sou feliz na maior parte do tempo. E quando não feliz, satisfeita e agradecida.
Andréa Durdyn, from
Brasil.